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domingo, 6 de dezembro de 2015

CRIANÇAS COM A DIGNIDADE EM RISCO, EM SERGIPE.

#‎JORNALISMOHUMANITARIO‬ 
Esta semana, enquanto eu almoçava em um restaurante popular muito simples, nas dependências do CEASA em Aracaju, percebi que duas garotas com 11 e 07 anos, recolhiam restos de comidas dos pratos de todos os clientes do restaurante. Perdi o apetite, e imediatamente questionei o dono do estabelecimento sobre aquelas duas garotas humildes. Ele me respondeu que elas frequentavam diariamente e o dia todo os restaurantes do CEASA recolhendo restos de comidas para se alimentarem, e que a suposta mãe delas ficava um pouco mais adiante esperando o pote plástico com a comida recolhida dos pratos dos clientes. Pasmo, me dirigi até uma senhora logo a frente assim que as duas crianças foram até o seu encontro. Era a avó. Responsável pela criação das meninas, porque a mãe tornou-se alcoólatra e ganhou o mundo. O pai, seria mais um entre milhares de brasileiros irresponsáveis que põem filhos no mundo, e que, por ignorância ou absoluta ausência de caráter, não valorizam as maravilhosas etapas de desenvolvimento da sagrada infância dos filhos que gerou. E isto acaba se tornando uma causa social com sequelas difíceis de serem curadas na criança vítima da violação de sua dignidade.
Enfim, eu não poderia fazer muita coisa, mas poderia sim, fazer algo. E o fiz! Comecei questionando a Avó e um tio das garotas que estavam no local, sobre o destino das comidas recolhidas. De pronto responderam que serviria para alimentar galinhas e porcos, que criavam no quintal de casa. E até demonstraram-se um pouco ofendido com a minha pergunta. E antes que a discussão se inflamasse, informei que sou jornalista e que gostaria muito de ajudar àquelas duas garotas. E prossegui com perguntas diretas sobre a vida e comportamento estudantil das duas garotas. Fui informado que estudavam na Escola Municipal Armando Batalha Góis, no município de São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju. Segundo as garotas e a Avó de nome Dejalva, naquela semana a escola não tinha merenda porque havia sido roubada, e sequer tinha água para beber. A escola fica localizada numa área distante da cidade, e não tem água encanada, é abastecida por caminhões pipas.
Informei a avó Dejalva e ao tio Marcos, que, na condição de jornalista poderia ajudar as duas garotas, que não eram irmãs, e sim tia e sobrinha, apesar de tão tenra idade.
Logo que me despedi de todos, prometendo, inclusive, uma visita à residência deles e também a escola, liguei para minha casa e solicitei a minha filha Alice Vitória - a escritora mirim conhecida como "Orgulho do Brasil" -, que descobrisse, por meio da internet, o telefone da escola indicada pelas garotas, ou da secretaria de Educação do município de São Cristóvão, o que de pronto fui atendido. Então, liguei para o secretário de Educação, professor Mário Jorge, e relatei o drama das duas garotas estudantes do município que estavam com suas dignidades em risco. Solicitei providências, e se possível um retorno sobre as medidas adotadas. O que até o momento não ocorreu.
Fiz a minha parte, mas queria muito fazer algo mais!
#JORNALISMOHUMANITARIO é isso. Pratique você também!...

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